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Discurso de Adolf Hitler ao Reichstag - 01/09/193902/09/2013 Por meses eu tenho sofrido a tortura de um problema que o Tratado de Versalhes criou – uma problema que se deteriorou até se tornar intolerável para nós. Danzig era e é uma cidade alemã. O Corredor era e é alemão. Ambos territórios devem seu desenvolvimento cultural exclusivamente ao Povo Alemão. Danzig foi separada de nós, o Corredor foi anexado à Polônia. Como em outros territórios alemães a leste, todas as minorias alemãs vivendo lá têm sido maltratadas das formas mais cruéis. Mais de 1.000.000 pessoas de sangue alemão tiveram ,nos anos de 1919 e 1920, que deixar sua pátria. Como sempre, eu tentei buscar – pelo método pacífico de se fazer pospostas de revisão – uma alteração dessa posição intolerável. É mentira quando o Exterior diz que nós somente tentamos realizar as revisões sob pressão. Quinze anos antes do Partido Nacional Socialista chegar ao poder havia a oportunidade de se realizar essas revisões através de acordos pacíficos e de entendimento. Da minha própria parte, eu – não uma, mas várias vezes – fiz propostas para a revisão dessas condições intoleráveis. Todas essas propostas, como vocês sabem, foram rejeitadas – propostas para a limitação de armamentos, a té, se necessário, propostas para a limitação da guerra e propostas para a eliminação de certas práticas da guerra moderna. Vocês conhecem as propostas que eu fiz para satisfazer a necessidade de restauração da soberania alemã sobre os territórios alemães. Vocês sabem das infinitas tentativas que eu fiz de um entendimento e esclarecimento pacíficos do problema da Áustria, e mais tarde do problema dos Sudetos, Bohemia e Morávia. Tudo foi em vão. É impossível querer que uma posição insuportável seja resolvida pela revisão pacífica e ao mesmo tempo rejeitar a revisão pacífica. Também é impossível dizer que aquele que se dispõe a realizar essas revisões por si mesmo transgride a lei, pois o Tratado de Versalhes não é lei para nós. Uma assinatura nos foi arrancada com pistolas em nossas cabeças, e com a ameaça da fome para milhões de pessoas. E então esse documento, com a nossa assinatura – obtida pela força - , for proclamado como uma lei solene. Da mesma forma, eu também tentei resolver o problema de Danzig, o Corredor, etc, ao propor a discussão pacífica. Que os problemas tinham que ser resolvidos era claro. É bastante compreensível para nós que o tempo em que o problema seria resolvido tinha pouca importância para as Potências Ocidentais. Mas esse tempo não é assunto ao qual somos indiferentes. Certamente, esse não seria um assunto indiferente àqueles que mais sofrem. Nas minhas conversas com homens de estado poloneses eu discuti as idéias que vocês reconhecem do meu último discurso ao Reichstag. ninguém poderia dizer que aquilo era de forma alguma um procedimento inadmissível ou pressão excessiva. Eu então, naturalmente, formulei finalmente as propostas alemãs, e eu devo mais uma vez repetir que não há nada mais leal do que essas propostas. Eu gostaria de dizer isso ao mundo. Somente eu estava em posição de fazer tal proposta, pois eu sei muito bem que ao fazê-lo eu atraí a oposição de milhões de alemães. Essas propostas têm sido rejeitadas. Não apenas elas foram respondidas inicialmente com mobilização, mas com crescente terror e pressão contra nossos compatriotas alemães, e com o lento estrangulamento da Cidade Livre de Danzig. Principalmente, a Polônia não estava preparada para resolver a questão do Corredor de uma forma razoável, que fosse justa para ambas as partes, e ela não pensou em cumprir suas obrigações para com as minorias. Devo aqui declarar algo definitivamente; a Alemanha cumpriu essas obrigações, as minorias que vivem na Alemanha não são perseguidas. Nenhum francês que viva no território do Saar é oprimido, torturado ou destituído de seus direitos. Ninguém pode dizer isso. Por quatro meses eu tenho acompanhado calmamente os acontecimentos, apesar de eu nunca ter deixado de alertar. nos últimos dias eu intensifiquei essas alertas. Eu informei ao Embaixador Polonês três semanas atrás que se a Polônia continuasse a mandar a Danzig notas na forma de ultimata, e se do lado polonês não fosse dado um fim às políticas alfandegárias destinadas a arruinar o comércio de Danzig, então o Reich não poderia permanecer passivo. Eu não deixei dúvidas de que aqueles que quiseram comparar a Alemanha de hoje com a Alemanha do passado estão enganando a si mesmos. Foi feita uma tentativa de justificar aos alemães através da alegação de que eles cometeram atos de provocação. Eu não sei em que consistem essas provocações da parte de mulheres e crianças, se eles mesmos são maltratados, mortos em alguns casos. Um coisa eu sei – que nenhuma Grande Potência pode com honra aguardar passivamente por muito tempo, e assistir a esses eventos. Eu fiz mais um esforço final ao aceitar a proposta de mediação da parte do Governo Britânico. Eles propuseram, não que eles mesmos desenvolvam as negociações, mas que a Polônia e a Alemanha deviam entrar em contato direto e mais uma vez buscarem negociar. Devo declarar que aceitei essa proposta, e elaborei uma estrutura básica para essas negociações, que é conhecida por vocês. por dois dias inteiros eu me sentei em meu gabinete e esperei para ver se era conveniente ao Governo Polonês enviar um negociador plenipotenciário ou não. Noite passada elas não enviaram um plenipotenciário, mas sim nos informara, através de seu Embaixador, que eles ainda estavam considerando se, e em qual medida, eles estavam em condições de aceitar a proposta britânica. O Governo Polonês também disse que eles informariam à Grã-Bretanha de sua decisão. Deputados, se o Governo Alemão e seu Líder pacientemente suportarem tal tratamento, então a Alemanha merecerá simplesmente desaparecer do cenário político. Mas eu estou sendo mal interpretada se meu amor pela paz e minha paciência são confundidos com fraqueza ou até covardia. Eu, assim, decidi noite passada e informei ao Governo Britânico que nessas circunstâncias eu não posso mais dinstingüir qualquer vontade, da parte do Governo Polonês, em conduzir negociações sérias conosco. Essas propostas de mediação falharam porque, ao mesmo tempo, vinha como resposta a imediata mobilização geral polonesa, seguida de mais atrocidades polonesas. Essas foram novamente repetidas noite passada. Recentemente, em uma noite, ocorreram vinte e um incidentes de fronteira; noite passada foram quatorze, dos quais três foram bastante sérios. Eu resolvi, então, falaz à Polônia na mesma língua que a Polônia tem usado contra nós nos meses passados. Essa atitude da parte do Reich não vai mudar. Os outros Estados Europeus compreendem em parte a nossa atitude. Eu gostaria de agradecer acima de tudo á Itália, que tem nos apoiado incondicionalmente, mas vocês vão entender que para realizar nossa luta não pretendemos apelar para ajuda estrangeira. Completaremos essa missão nós mesmos. Os Estados neutros nos garantiram sua neutralidade, assim como nós a garantimos a eles. Quando os Chefes de estado no Ocidente dizem que isso afeta a seus interesses, eu só posso sentir por tal declaração. Ela não pode fazer com que eu hesite por um momento sequer em cumprir com meu dever. O quê mais querem? Eu os garanti solenemente, e eu repito isso, que nós não pedimos nada aos Estados Ocidentais e nunca vamos pedir. Eu declarei que a fronteira entre a Alemanha e a França é uma fronteira definitiva. Ofereci repetidas vezes amizade e, se necessária, a mais íntima cooperação com a Grã-Bretanha, mas isso não pode ser oferecido somente por um lado. Deve encontrar resposta do outro lado. A Alemanha não tem interesses nos Ocidente, e nosso muro ocidental é para sempre a fronteira do Reich no oeste. Dessa forma, nós não temos objetivos de qualquer tipo lá no futuro. Com essa garantia nós estamos em solene verdade, e enquanto os outros não violarem suas neutralidades, nós da mesma forma tomaremos todo o cuidado para respeitá-las. Estou particularmente feliz por poder contar a vocês um fato. Vocês sabem que a Rússia e a Alemanha são governadas por duas doutrinas diferentes. Havia apenas uma questão que devia ser esclarecida. A Alemanha não tem a intenção de exportar a sua doutrina. Dado o fato de que a Rússia Soviética não tem intenção de exportar sua doutrina para a Alemanha, eu não vejo mais qualquer razão pela qual nós ainda devamos nos opor. Nos dois lados estamos claros quanto a isso. Qualquer luta entre nossos povos seria apenas benéfica a outros. Nós decidimos, então, celebrar um pacto que descarta para sempre qualquer uso da violência entre nós. Ele impõe a obrigação de nos consultarmos mutuamente sobre certos assuntos europeus. Ele torna possível para nós a cooperação econômica, e acima de tudo garante que os poderes desses dois poderosos Estados não serão desperdiçados contra nós mesmos. Toda tentativa do Ocidente de incitar qualquer mudança nisso vai falhar. Ao mesmo tempo eu gostaria de declarar que essa decisão política significa uma tremenda inovação para o futuro, e que essa é definitiva. A Rússia e a Alemanha lutaram uma contra a outra na Guerra Mundial. Isso não acontecerá uma segunda vez. Em Moscou também, esse pacto foi comemorado como vocês comemoram aqui. Eu posso apenas endossar, palavra por palavra, o discurso do Comissário do Exterior russo, Molotov. Estou Determinado a resolver (1) a questão de Danzig; (2) a questão do Corredor; e (3) ver se uma mudança ocorre na relação entre Alemanha e Polônia, que garanta uma coexistência pacífica. Com isso estou decidido a permanecer lutando até que ou o atual Governo Polonês esteja querendo levar a cabo essa mudança, ou outra Governo Polonês esteja pronto a fazê-lo. Estou decidido a remover das fronteiras alemãs o elemento da incerteza, a permanente atmosfera de condições semelhantes á guerra civil. Me certificarei para que no Leste haja, na fronteira, uma paz semelhante àquela das nossas outras fronteiras. Assim, tomarei as medidas necessárias para garantir que eles não contradigam as propostas que eu mesmo tornei públicas, no Reichstag, para o resto do mundo, o que significa dizer que não farei guerra contra mulheres e crianças. Eu ordenei minha Força Aérea para restringir-se a ataques a objetivos militares. Se, de qualquer forma, o inimigo pensar que tem carta branca para lutar pelos outros métodos, ele vai receber uma resposta que vai lhe tirar a audição e a visão. Essa noite, pela primeira vez, soldados regulares poloneses atiraram contra nosso território. desde 5:45 am nós estamos respondendo fogo, e de agora em diante, bombas serão respondidas com bombas. Quem quer que use gás venenoso vai ser respondido com gás venenoso. Quem quer que abandone as regras da guerra humanitária só pode esperar que nós façamos o mesmo. Vou continuar essa luta, não importa contra quem, até que a segurança do Reich e seus direitos estejam garantidos. Há seis aos eu tenho trabalhado na construção das defesas alemãs. mais de 90 milhões já foram gastos durante esse tempo na construção dessas forças de defesa. Elas são agora as mais bem equipadas e estão acima de qualquer comparação com o que elas eram em 1914. Minha confiança nelas é inabalável. Quando convoquei essas forças, e quando eu agora peço sacrifícios do Povo Alemão – e se necessário, o sacrifício total - , eu tenho o direito de fazê-lo, porque também estou hoje pronto, assim como estivemos no passado, a fazer todo o sacrifício possível. Eu peço aos alemães não mais do que eu mesmo, ao longo de quatro anos, estava pronto a qualquer momento a fazer. Não haverão dificuldades para os alemães às quais eu não me submeterei também. minha vida, de agora em diante, pertence mais do que nunca ao meu povo. Eu sou a partir de agora apenas o primeiro soldado do Reich Alemão. Mais uma vez me vesti com a túnica que é a mais sagrada e a mais querida por mim. Não vou desvesti-la novamente até que nossa vitória esteja segura, ou não sobreviverei ás conseqüências. Se algo acontecer comigo nessa luta, então meu sucessor direto é o Companheiro de Partido Goering; caso algo aconteça com o Companheiro de Partido Goering, meu próximo sucessor será o Companheiro de Partido Hess. Vocês terão a obrigação de oferecer a eles – enquanto Líder – a mesma lealdade cega e obediência que oferecem a mim. Caso algo aconteça ao Companheiro de Partido Hess, então por lei o Senado será convocado, e vai escolher de seu próprio seio o mais valoroso – que significa dizer o mais bravo – sucessor. Como Nacional-Socialista e como soldado alemão eu me uno a essa luta com determinação. Toda a minha vida tem sido nada além de uma longa luta por meu povo, pelo seu reerguimento, e pela Alemanha. Sempre houve apenas um sinônimo para essa luta: fé no meu povo. Uma palavra eu nunca aprendi: ela é, rendição. Se, de qualquer forma, alguém acha que estamos passando por tempos difíceis, eu peço que relembre que uma vez um Rei Prussiano, com um Estado ridiculamente pequeno, se opôs a uma coalizão mais forte, e após três guerras finalmente saiu vitorioso porque seu Estado tinha a determinação da qual nós precisamos hoje. Eu gostaria de garantir a todo o mundo que um novembro de 1918 nunca mais vai se repetir na história alemã. Assim como eu estou pronto a qualquer momento a arriscar minha vida, então eu peço o mesmo a todos. Quem quer que, de qualquer forma, pensar que pode se opor a esse comando nacional – direta ou indiretamente - , perecerá. Não temos nada de traidores. Nós somos todos fiéis ao nosso antigo princípio. É muito pouco importante se nós mesmos vivemos, mas é essencial que nosso povo viva, que a Alemanha viva. O sacrifício que nos é demandado hoje não é maior do que o quê muitas gerações já fizeram. Se nos unimos como comunidade fortemente por nossos ideais, prontos para tudo, decididos a nunca nos rendermos, então nossa vontade vai sobrepujar cada obstáculo e dificuldade. Eu gostaria de encerrar com a declaração que fiz quando comecei a luta pelo poder no Reich. Disse: “Se nossa vontade é tão forte que nenhuma dificuldade ou sofrimento pode subjugá-la, então nosso poder alemão vai prevalecer”.
 
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