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Rudolf WitzigArma: HeerRegião: SudestePaís: AlemanhaData de Admissão no CG: 10/01/2007
arquivo sem legenda ou nomeRudolf Witzig nasceu em Rohlinghausen, norte da Renânia, em 14 de agosto de 1916. Sua carreira militar começou como oficial-cadete no 16º Batalhão de Pioneiros em 1935, e em 1937 ele foi comissionado Leutnant. Ele permaneceu com os engenheiros mais dez meses antes de se voluntariar para os pára-quedistas. Em agosto de 1938 ele se juntou ao Batalhão de Infantaria Pára-Quedista e em outubro já tinha conseguido plena qualificação, podendo usar o Broche de Pára-Quedista do Exército. Dois meses depois, Witzig e todos os seus colegas se viram transferidos para a Luftwaffe, onde ele continuou como engenheiro de combate. Em julho de 1939 ele foi promovido a Oberleutnant e pouco depois do começo da guerra recebeu o comando dos Pioneiros do Grupamento Koch.

Em abril de 1940, Witzig já era comandante da 17ª companhia do 1º Regimento Fallschirmjäger (pára-quedista). Durante o ataque à França e os Países Baixos, foi decidido lançar pára-quedistas à frente da força principal de invasão para tomar pontos-chave como pontes de instalações defensivas. Um desses pontos era a fortaleza de Eben-Emael, na fronteira belga. Essa maciça estrutura protegia o Canal Albert, com seus muros de concreto de 2 metros de espessura, duas armas de 120mm e seis de 75mm. Ela constituía uma séria ameaça ao avanço alemão, e precisava ser neutralizada.

O plano para o ataque à fortaleza foi elaborado pelo General Kurt Student, e propunha que os Fallschirmjäger tomassem o forte, bem como as pontes em Veldvezelt, Vroenhoven e Canne, num assalto surpresa. Witzig, com a Companhia de Pioneiros do 1º Regimento, formaria o grupo de assalto “Granito”, e tinha a ousada tarefa de neutralizar a fortaleza.

Em 10 de maio de 1940, os pára-quedistas aterrissaram no topo da fortaleza em planadores, mas sem seu comandante, que tinha sido forçado a abortar seu próprio vôo por problemas no planador e retornou para a base para pegar um novo transporte. Enquanto isso suas tropas tinham atacado a fortaleza usando lança-chamas e cargas de demolição especialmente preparadas. Em questão de minutos um grande número de armas inimigas tinha sido posto fora de ação atirando-se cargas explosivas em seus canos, e as portas de saída da fortaleza foram arrombadas.

Enquanto Witzig finalmente chegava três horas depois, suas tropas forçaram sua entrada na fortaleza, mas tinham feito muito pouco progresso após isso. Nesse momento, os defensores tinham se reorganizado e estavam defendendo ferozmente suas posições. Eles tinham, na verdade, chamado seu próprio fogo de artilharia sobre a fortaleza, esperando devastar os invasores.

Os alemães foram forçados a passar a noite nas casamatas dos canhões que tinham capturado. Ao nascer do dia seguinte chegaram reforços e Witzig, determinado a forçar a situação, liderou seus homens num ataque com todos os combatentes disponíveis. A ferocidade do renovado ataque alemão foi suficiente para desmoralizar os defensores, que suspenderam uma bandeira branca e ofereceram sua rendição.

Witzig, com meros 85 homens, tinha capturado uma das fortalezas mais poderosas e modernas do mundo, junto com sua guarnição de 1.200 homens. Ele perdeu somente 6 mortos e vinte feridos. Witzig foi imediatamente recomendado para a Cruz do Cavaleiro, o que Hitler prontamente aprovou. O problema é que Witzig ainda não possuía as Cruzes de Ferro de 1ª e 2ª classes, pré-requisitos para a Cruz do Cavaleiro. A solução foi simples: Witzig foi também agraciado com as duas classes, satisfazendo as condições para entrega da condecoração. Cada soldado envolvido no ataque teve sua patente elevada em um grau, resultando na promoção de Witzig para Hauptmann.

Subseqüentemente, Witzig retornou à ação no ataque de pára-quedistas à Creta, no Norte da África e no Front Leste, onde, em 25 de novembro de 1944, já um Major, ele foi condecorado com as Folhas de Carvalho da Cruz do Cavaleiro como comandante do 1º Grupo do 21º Regimento Fallschirmjäger. Ele terminou a guerra no Front Oeste, sendo condecorado com a Insígnia de Honra da Luftwaffe em maio de 1945.

Após a guerra, Witzig retornou à vida militar com o Bundeswehr, atingindo a patente de Oberst e servindo no Estado-Maior da Escola de Pioneiros. Ele finalmente aposentou-se em 1974, completando 28 anos de serviço militar para a pátria. Faleceu em Oberschleissheim, distrito de Munique, em 3 de outubro de 2001, aos 85 anos de idade.
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