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Sepp DietrichArma: HeerRegião: Centro-OestePaís: AlemanhaData de Admissão no CG: 11/07/2000
arquivo sem legenda ou nomeSepp teve seu batismo de fogo na invasão alemã da Polônia em 1939, quando seu regimento SS estava subordinado ao 10º Exército do Marechal Walter von Reichenau. De todas as formações SS empregadas na campanha, as tropas de Dietrich foram as que tiveram o maior número de baixas.

Na grande ofensiva para o Oeste, o Leibstandarte SS sob seu comando lutou na Holanda, Bélgica e França. Por seus valorosos serviços, o Major-General Sepp Dietrich foi condecorado com a Cruz de Cavaleiro com Folhas de Carvalho.

Em 1º de dezembro de 1940 Sepp Dietrich é promovido a SS Gruppenführer e seu Leibstandarte passa a condição de divisão motorizada em Janeiro de 1941.

O ano de 1941 seria muito ativo para Dietrich e sua divisão. Suas tropas foram empregadas em batalhas pelos Bálcãs, na Grécia, onde começou a adquirir uma reputação terrível e em junho deste ano, com a invasão da Rússia, Dietrich e seus homens foram designados para combater no front sul sob ordens do Marechal Gerd von Rundstedt.

Suas forças foram acusadas de cometer inúmeros atos de terror. Um desses atos ocorreu às margens do rio Dnieper. Um grupo de aldeões russo foi preso por um destacamento da 1ª Divisão SS. Acreditava-se que essas pessoas colaboravam com os guerrilheiros que combatiam os alemães naquela região. Após matarem os homens com tiros na nuca, estuprarem as mulheres, espancarem velhos e crianças, os soldados da SS começaram a esquartejar os aldeões vivos, utilizando-se de machados e pás. Todos os corpos foram jogados na estrada para servir de exemplo.

Dias depois, ao saber dos fatos, o Major-General Scherer, chefe da policia militar do Grupo de Exércitos Sul solicitou a prisão dos responsáveis pelo massacre. Porém, Sepp Dietrich, desautorizando Scherer, revogou a prisão dos SS envolvidos no “Massacre da Curva do Dnieper”.

Em janeiro de 1942 a 1ª Divisão SS recebeu ordens para regressar a Alemanha. Hitler encheu de elogios Dietrich e sua divisão em 12 de janeiro , data em que se comemorava o aniversário de Hermann Goering. Hitler dizia: “Dietrich é um dos mais valorosos guerreiros do III Reich. Ele é excepcional, tem grande talento de intervir nos momentos mais difíceis e converter uma iminente derrota em fantástica vitória. Ele é ao mesmo tempo ardiloso, enérgico e brutal”. Ainda no mês de janeiro ele é condecorado com a Cruz de Ferro com Folhas de Carvalho e Espadas.

Em 1º de Junho de 1942, Dietrich é promovido a General SS (Obergruppenführer). Sua divisão passa a condição de tropa blindada, sendo redesignada 1ª Divisão Panzer SS. No mês de julho volta para a Rússia como força integrante do Grupo de Exércitos Centro. Hitler tratava a 1ª Divisão Panzer SS como sua força tarefa especial, pronta para honrar o nome do Führer em qualquer Teatro de Operações que fosse empregada.

Durante sua estada na Rússia as tropas de Dietrich participaram de inúmeros combates, sendo que em Kharkov, Kursk e Kiev sofreram baixas terríveis. Em 1º de agosto de 1944 Sepp Dietrich é promovido a Oberstgruppenführer, a maior patente abaixo apenas do Reichsführer-SS Heinrich Himmler e recebe o comando do 1º Corpo Panzer SS formado das 1ª e 2ª Divisões Panzer SS.

Transferido com sua unidade para a frente ocidental depois do Dia D, assim como as demais formações alemãs não obteve êxito em deter os exércitos aliados na Normandia.

Em outubro de 1944 Dietrich é elevado ao comando do 6º Exército Panzer SS. Seu exército atuou como força de choque na Ofensiva das Ardenas em dezembro de 1944. O 6º Exército Panzer SS era formado por catorze divisões, todas das Waffen-SS. Seu principal objetivo era seguir pelas Ardenas, tomar a cidade rodo-ferroviária de Malmedy, cruzar as pontes sobre o rio Mosa e capturar o porto de Antuérpia, vital para o reabastecimento das tropas aliadas.

Para alcançar tais objetivos o 6º precisou empregar grande velocidade. Como ponta de lança foram organizadas duas colunas; uma seguiria pelo flanco esquerdo liderada pela 1ª Divisão Panzer SS (Leibstandarte) seguida pelas 16ª e 17ª Divisões Panzergranadeiras SS. Na coluna da direita encontrava-se o 2º Grupo Panzer de Bittrich que concentrava a maior parte das divisões blindadas. Sua missão: dar proteção de flanco contra possíveis ataques do 1º ou do 9º Exércitos americanos.

Espalhando uma onda de terror em seu avanço, as divisões SS levaram à derrota todas as unidades norte-americanas que se puseram em seu caminho. A coluna da 1ª Divisão Panzer nas proximidades de Malmedy protagonizou em 17 de dezembro outro crime de guerra, fuzilando mais de 80 soldados aliados que haviam sido feitos prisioneiros.

Depois de dias de triunfo, os céus sobre a Bélgica tornaram-se favoráveis ao emprego da aviação e as colunas do 6º Ex Panzer SS foram detidos pela força aérea aliada. Após o fracasso da Ofensiva das Ardenas, Dietrich e seu exército foram enviados para a Hungria a fim de deter o avanço do Exército Vermelho. Depois de quase perder as 1ª e 2ª Divisões próximo ao Lago Balaton, ele começou a recuar cedendo terreno aos soviéticos. Hitler o amaldiçoou por isso, exigindo de volta suas condecorações. Dietrich e seus oficiais superiores enviaram suas medalhas ao Führer em Berlim dentro de um urinol.
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