ARTIGOS

Táticas Inglesas no Emprego de Unidades de Tanques Churchill17/06/2014por Kiril Meretskov

Uma brigada de tanques consistia de três regimentos e uma brigada de suprimento e serviços. Cada regimento uma tropa de quatro Churchill ligados ao Quartel de comando, uma tropa de reconhecimento de doze tanques Stuart, escalões de transporte. Durante a luta na Normandia, foi incluído uma tropa de tanques Crusader AA (antiaéreo) para defesa aérea local. Contudo com a supremacia total aliada, essas unidades eram empregadas a suporte ao solo, resultando em grande devastação. Mais tarde essas tropas foram removidas e reequipadas. Era normal que uma brigada de tanques fosse apoiada por uma divisão de infantaria. A tática básica consiste em um batalhão de infantaria como apoio de um esquadrão de tanques Churchill com uma bateria de artilharia que tinha uma ligação direta de radio com o FOO (“Forward Observation Officer” ou Oficial Observador Avançado). O FOO era um oficial da artilharia que acompanhava os tanques em um veiculo próprio, normalmente um Stuart, na Tunísia e Itália, já na Europa, o veiculo era um Churchill. Sua função era neutralizar uma área que estivesse retendo o avanço e estabelecendo defesas contra contra-ataques inimigos. Se esse observador sofresse algum impedimento para realizar suas funções, era temporariamente substituído por um oficial dos tanques, geralmente o segundo em comando do esquadrão ou “Capitão de Batalha”, que também era treinado nestas tarefas. Nos primeiros anos da guerra, a tática de infantaria e tanque consistia em que os tanques chegassem ao objetivo em duas ondas à frente da infantaria e aguardava até que a posição estivesse consolidada. Em El Alamein, precisaram mudar radicalmente as táticas usadas. A infantaria avançava a noite e iniciava o ataque nas primeiras horas do dia e os tanques iniciavam o movimento para chegar à zona de batalha e segurar os contra-ataques que inevitavelmente iriam ocorrer. Ambos os métodos foram empregados pelas brigadas de tanques Churchill na Tunísia, mas nas lutas subseqüentes, Itália, França e nos Paises Baixos, uma técnica totalmente diferente teve que ser usada. Isto ocorreu em parte por causa de avanços em tecnologias das armas, e em parte por causa da natureza variável do campo de batalha. O desenvolvimento do Panzerfaust, o alemão equivalente da bazuca, significou aquelas equipes de caça-tanque poderiam se esconder e esperar até que os tanques estivessem em cima deles e disparar, freqüentemente com resultados fatais, essas armas podiam de carga oca, podiam penetrar qualquer blindagem. Para conter estes ataques, a infantaria precisava acompanhar o tanque em terrenos que possibilitassem as emboscadas. Em terreno mais aberto os tanques eram vulneráveis ao fogo dos Tigres escondidos, assaltos de Panzerjäger. A solução para este problema era o anexo de uma ou duas tropas de destruidores de tanque para cada esquadrão de Churchill. O Achilles e o Archer, cuidadosamente selecionavam a posição de fogo antes do ataque ser iniciado e engajavam na luta atacando os tanques inimigos. Às vezes os destruidores de tanque tomavam o lugar dos tanques Churchill na fase de consolidação do terreno, e mais tarde enquanto se retiravam para o ponto de reunião, batalhões com armas antitanque tomavam as posições e se entrincheiravam. Tanques Churchill em avanço combinado com a artilharia, conseguiam destruir concentrações exatamente onde e quando fossem necessários. Para operações de assalto especificas, elementos de engenharia eram inclusos na ordem de batalha, inclusive vários tipos tanques modificados. O principal efeito do emprego dos tanques Churchill, era o moral que dava a infantaria, diminuindo em muito as baixas em comparação de ações sem a sua presença. Após cada ação, os soldados com leves ferimentos eram tratados nos tanques com seus primeiros socorros e os casos mais sérios eram levados para a retaguarda. Esses diversos serviços estabeleceu uma confiança mutua.   Fonte: Churchill Infantry Tank 1941-51 – Osprey Publishing
Compartilhar: