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O Plano Schlieffen17/06/2014por Winston Churchill

O Plano Schlieffen, assim chamado em homenagem a seu arquiteto Conde Alfred Von Schlieffen, foi tanto um plano ofensivo, quanto defensivo. Schlieffen – e o homem que subsequentemente melhorou e modificou a estratégia do plano, Helmuth von Moltke, Chefe de Estado Maior em 1914 – iniciaram o plano imaginando uma guerra em dois frontes, contra a França no oeste e contra a Rússia no leste. A natureza das alianças naquele momento, mostrava que a Rússia se aliaria a França (e posteriormente a Grã Bretanha), se opondo a aliança da Alemanha com o Império Austro Húngaro e a Itália.
Sem subestimar o enorme potencial do exército russo, com seu suprimento de homens infinito, Schlieffen assumiu de maneira correta que levaria seis semanas ou mais para que os russos, efetivamente, mobilizassem suas forças, pobremente lideradas e equipadas.
Levando a cabo sua teoria, Schlieffen concebeu uma estratégia para nocautear a França em aproximadamente seis semanas. Para realizar o feito, ele usaria toda a grande força armada alemã no oeste para formar um grupo de assalto poderoso contra Paris, deixando apenas o suficiente para segurar os russos no leste da Prússia enquanto estavam se mobilizando. Assim que a França fosse derrotada, os exércitos do oeste se virariam então para o leste para deter a ameaça russa. Para o ataque a França, Schlieffen determinou que era necessário faze-lo pela Bélgica, por razões táticas e políticas. Uma invasão pela Holanda não seria interessante, já que a Alemanha desejava que a neutralidade daquele país se estendesse o quanto possível. Já um caminho pela Suíça era inviável geograficamente. Então, a passagem pelo Flanders era a mais rápida rota para a França e para a vitória. Dentro de um prazo apertado, cinco exércitos alemães avançariam sobre a Bélgica e França numa curva, indo pelo Flanders atacando o nordeste da França. As forças deveriam se mover pela Alsácia – Lorena em rota para Paris. Schlieffen sempre dizia “quando marcharem para a França, que o último homem da direita encontre o canal com seu cotovelo”. Isso, baseado no movimento em curva que previa o avanço. Flanqueando o exército francês, Schlieffen objetivava ataca-los pelas costas, onde eram mais vulneráveis. Uma pequena força alemã guardaria a fronteira franco-alemã, fazendo os franceses avançar, enquanto fazia a curva e os cercava, os atacando com toda a força, cercando e destruindo o exército francês. A fraqueza do plano de Schlieffen não vinha da rigidez do tempo de sua operação, mas na má preparação para as dificuldade de suprimentos e comunicação em forças tão avançadas do centro de comando e das linhas de suprimento. E foram esses problemas, particularmente o problema de comunicação estratégica com Berlim, que fez ruir o plano Schlieffen. As forças aliadas podiam abastecer suas tropas usando as ferrovias de maneira mais eficiente que os alemães conseguiam abastecer as suas com suprimentos e tropas de reserva. Mas o mais crítico dos problemas, foi o isolamento de Moltke da linha de frente, não tão distante de Paris mas que o levou a decisões errôneas criando fraquezas em suas forças ao norte. O contra ataque rápido das forças francesas, explorando uma brecha nas linhas alemãs na primeira batalha do Marne, trouxe a derrota das forças alemãs e a primeira fase da PGM, a guerra de movimentação, chegava então a seu fim. Fonte: http://www.firstworldwar.com/features/plans.htm
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