ARTIGOS

Entrevista com Tony Bevacqua10/06/2014Filho de um imigrante siciliano, Tony Bevacqua nasceu em Cleveland – EUA em 7 de outubro de 1932. Entrou para a USAF em 29 de fevereiro de 1952, iniciando suas operações com o U-2 em Groom Lake em março de 1957. No verão de 1965 iniciou operações com o SR-71, no qual acumulou 738 horas de voo. Entrou para a reserva em 1973 e em 2013 deu uma pequena entrevista ao Clube dos Generais.

CG) Você voou com o U2 após o incidente com o Powers em 1960. Você perdeu um pouco a confiança no avião após este episódio?
TB) Absolutamente não.

CG) Durante uma missão sobre Hanói no SR-71 em 1968, você foi localizado e travado por um míssil inimigo. Você teve medo de ser abatido ou foi simplesmente acelerar o avião?
TB) Eu não senti medo, mas meu RSO ficou alarmado. Nós estávamos com em velocidade máxima (Mach 3.2), mas uma suave curva surtiu efeito, já que o míssil não era muito manobrável naquela época. Descobrimos que o SA-2 explodiu a 2 km de nós.
 
CG) Qual dos aviões é o mais difícil de voar e qual você teve mais prazer em operar ? U-2 ou SR-71 ?
TB) O U-2 é o mais difícil de voar, particularmente durante os pousos. A percepção de profundidade é pouca e você certamente não queria stolar acima de 3 pés, não tocar o solo muito rapidamente (ele poderia quicar). O SR-71 é bem mais fácil de pousar, ele tinha um joystick ao invés de um manche e ia realmente super rápido e super alto.
 
CG) Qual a sensação de voar no avião mais rápido já construído?
TB) A cada vez, um lançamento de adrenalina na corrente sanguínea.
 
CG) Houve alguma situação onde o U-2 ou o SR-71 estava em uma situação complicada e suas características salvaram sua tripulação?
TB) Quando estava no U-2, a altitude e uma curva salvaram. No SR-71, a velocidade, altitude e curva salvaram.
 
CG) Você acredita que o SR-71 ainda deveria ser usado, apesar da tecnologia de satélites disponível ?
TB) Sim. O satélite é limitado quando se precisa alterar sua posição, e o inimigo pode saber quando ele passará pelas suas coordenadas e pode esconder/disfarçar o “produto”.

CG) Qual era o sentimento comum na USAF durante a Crise dos Mísseis de Cuba de 1962 ?
TB) Não tenho ideia, mas nossa unidade sentiu que tinha uma grande missão a cumprir.
 
CG) Você acredita que houve (ou há) algum avião capaz de representar alguma ameaça ao SR-71 ?
TB) Talvez hoje, sim. Mas certamente não há 5 anos atrás.
Álbum de Fotos:
Tony Bevacqua
Tony em seu traje de vôo e um grupo de SR 71 HABU

tony tony tony
Compartilhar: