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A Aviação Militar na Primeira Guerra Mundial - Parte 124/07/2014por Franklin Roosevelt


Quando Francisco Ferdinando foi assassinado, havia apenas 8 anos desde o primeiro voo de Santos Dumont com seu 14-BIS e 11 anos desde o voo do Wright-Flyer I. Nesse pequeno período de tempo os avanços obtidos nas características dos aviões os consagravam como um meio de transporte viável.
O número de aviões no início da guerra era muito pequeno em todos os países. A França, por exemplo, tinha 140 aeronaves. Ao fim do conflito os franceses dispunham de 4.500 aviões! Neste período não só houve aumento do numero da produção, mas também de suas tecnologias, velocidade e autonomia.
Em 1914 havia um número mínimo de pilotos treinados, as aeronaves eram projetadas para terem maior estabilidade, não havia muita preocupação com agilidade. No final da guerra, este conceito deu lugar à manobrabilidade e, apesar de estes aparelhos tornarem-se mais difíceis de voar, tornaram-se também extremamente ágeis.
 

Um piloto poderia ser enviado para combate após um treinamento de apenas 3 horas de voo.
 
 
Além dos aviões se tornarem mais rápidos, manobráveis e poderosos, foram realizadas diversas alterações em suas configurações tecnológicas. Um exemplo disto é que as hélices nos aeroplanos de 1914 eram localizadas atrás dos aparelhos e, no final do conflito, esta configuração se alterou ficando a hélice situada à frente.
 

 
Durante o conflito utilizou-se também o balão dirigível rígido, idealizado pelo Conde Ferdinand von Zeppelin. Estes gigantes voadores foram utilizados principalmente pelos alemães entre 1915 e 1917, ao efetuar os ataques de bombardeios sobre Londres e outras cidades.  Devido à elevada altitude de voo eles ficaram por algum tempo protegidos, visto que nenhum caça aliado conseguia atingi-los. Somente com o desenvolvimento de projéteis de metralhadora revestidos de fósforo incendiário é que veio o fim dos dirigíveis, por estes pegarem fogo facilmente.
 


No início da guerra a maioria dos generais acreditava que as aeronaves poderiam contribuir  somente para reconhecimento e observação, apesar de que muitos deles acreditavam que a melhor forma de observação ainda seria a Cavalaria através de batedores. Porém no final da guerra todos os países já dispunham de aeroplanos em suas estratégias de combate. Foi durante a Primeira Guerra Mundial que o avião mostrou seu potencial através de testes de suas funções: observação, reconhecimento, bombardeio tático e estratégico, ataque ao solo e ataque naval.
 
BOMBARDEIROS E CAÇAS
 
Os aviões de combate, os caças, eram aeronaves Mais agressivas de guerra, tendo como principal função a defesa tanto na proteção de seu espaço aéreo quanto na proteção das aeronaves em operação no espaço inimigo. Os caças eram relativamente pequenos e o seu projeto de construção era simples. Seu teto de serviço era de 1 ano, devido ao grande desenvolvimento tecnológico durante o conflito.
 

Fokker D.VII
 
As missões ofensivas eram geralmente desenvolvidas pelos bombardeiros, bem maiores em relação aos caças e não apresentavam novidades tecnológicas rápidas por serem mais complexos em sua construção. Os projetistas se preocupavam mais em aumentar o seu desempenho do que em construir uma aeronave nova.
As missões dos bombardeiros eram diferentes. Situavam-se entre estratégicos, táticos, e de ataque ao solo. Os bombardeios estratégicos tinham como principal objetivo a redução da capacidade do inimigo de continuar na guerra. Os alvos geralmente eram fábricas, sedes de órgãos públicos, militares ou civis, assim como arsenais da marinha. Os aviões empregados neste tipo de missão eram aeronaves de grande autonomia, visto o alvo se localizar a grandes distâncias. Outro tipo de bombardeiro era o bombardeiro tático, que tinha como principal função ajudar as forças que atuavam no solo. E, por fim, os ataques aéreos ao solo.
 
ASES
A partir do crescimento da importância e influência dos aviões durante a Primeira Guerra Mundial surgiram também os heróis dos ares, aviadores que conseguiam abater seus inimigos, mostrando sua superioridade no domínio do espaço aéreo. Estes aviadores receberam o título de ases. A primeira nação a premiar seus pilotos foi a França. O governo francês exigia que o aviador abatesse no mínimo 5 aeronaves para que fosse considerado um ás. A Alemanha também adotou este título exigindo, no entanto, o abate de 8 aeronaves. Mais tarde este número aumentou para 16 abates.
Abaixo uma lista com os 10 maiores ases da Primeira Guerra Mundial. De seus 364 ases, o mais importante sem dúvida foi Manfred Von Richthofen, o Barão Vermelho, que abateu 80 aeronaves inimigas e simboliza até hoje o ideal piloto de caça.
 
Os 10 maiores pilotos de combate da 1ª Guerra Mundial
 
1º - Manfred Von Richthofen (Alemanha) – 80 abates
2º - René Fonck (França) – 75 abates
3ª – William “Billy” Bishop (Canadá) – 72 abates
4º - Ernst Udet (Alemanha) – 62 abates
5º - Edward “Mick” Mannock (Irlanda) – 61 abates
6º - Raymond Collishaw (Canada) – 60 abates
7º - James McCudden (Inglaterra) – 57 abates
8º - Andrew Breauchamp-Proctor (África do Sul) – 54 abates
9º - Erich Löwenhardt (Alemanha) – 54 abates
10º - Donald Roderick Mclaren (Canadá) – 54 abates
 
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