Clube dos Generais - Segunda Guerra Mundial e os Conflitos do Séc. XX
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A Guerra da Coréia
Por Gerd von Rundstedt*

Final de 1945, os Estados Unidos estavam cansados, mas aliviados pelo fim de um conflito que ceifou a vida de milhares de seus filhos! O que esperavam que se seguisse, é que suas vidas voltassem ao normal para usufruir de paz e de prosperidade. Os americanos queriam horas extras nas fábricas de armas por momentos de sossego aprazível e bens de consumo que lhes trouxesse conforto e bem estar. A última coisa que passava pela cabeça dos americanos seria o engajamento em um outro conflito armado. Mas ele viria, e não demoraria muito. Os políticos haviam proposto uma redução no orçamento militar a um nível baixo e perigoso. O envolvimento americano nas coisas da Coréia era muito limitado, e a nova nação não era prioridade da diplomacia Yankee. O então Secretário de Estado na época, Dean Achenson, em um de seus discursos, enumerou uma lista de países pelos quais os americanos dariam seu sangue em defesa de intromissão comunista, e a Coréia não era um desses.  
 
Os líderes Norte Coreanos viram nessa declaração Americana a possibilidade de unificar o país sob a égide Comunista de Kim Il Sung. Não demorou muito para Kim conseguisse o aval junto a Moscou   para seus planos, de um ataque militar de surpresa com tanques T-34 suportados pela força aérea.
 
Documentos norte-coreanos capturados após a guerra, revelaram que "com dois meses de guerra, Pusan deveria ter sido tomada e a Coréia do Sul não mais existiria". Essa previsão, era baseada inclusive na intervenção dos EUA, para ajudar a Coréia do Sul. Sem tal intervenção, a guerra talvez durasse, no máximo 10 dias. Mas com certeza, sem a intervenção do poder aéreo americano, os planos norte-coreanos teriam se transformado em realidade, de uma maneira ou de outra. As atenções americanas estavam voltadas para a ameaça da China em invadir a ilha de Formosa, que era considerada pelo General MacArthur como um "porta-aviões inafundável"
 
 Começa o Conflito.
 
 No dia 25 de junho de 1950, após massiva e secreta mobilização militar, forças comunistas da Coréia do Norte (EPCN), constituída inicialmente por 135 mil soldados,   cruzavam o paralelo 38 e davam início a invasão da Coréia do Sul. A Coréia do Sul, mal equipada para deter o avanço Vermelho do Norte, bate em retirada. Com consentimento e forte apoio material da União Soviética não pensam muito nas conseqüências de travarem uma guerra em que teriam como inimigos não somente a Coréia do Sul, mas os EUA também. Isto também foi facilitado pelos comunistas chineses. Os EUA haviam retirado anteriormente quase todas as suas tropas da península e, deliberadamente, haviam confinado a equipamento defensivo seu auxílio militar à Coréia do Sul. Temiam que, se o Presidente Syngman Rhee fosse capaz de guerra ofensiva, ele certamente empreendesse a conquista do norte. Os invasores, liderados por carros de combate soviéticos e apoiados por uma força aérea própria, pequena e obsoleta, rapidamente rumaram para o sul. Havia real perigo de que tudo estivesse terminado antes que os EUA ou as Nações Unidas pudessem reagir.
 
 
 
As parcas tropas Americanas deslocadas do Japão para apoiar o Sul, mostraram-se pouco efetivas. Na noite de 25 para 26 de junho, bastaram apenas quatros Yak-9 Norte Coreanos bombardearem o aeroporto de Seul para ficar aparente para o Comando Americano do Oriente, que Seul estava em eminente perigo de cair em mãos comunistas. Naquele momento, os EUA não podiam se dar ao luxo de pôr a cara a tapa, pois a infantaria estacionada no Japão não estava preparadas, visto que realizavam apenas atividades de força de ocupação.
 
No mar, a  7ª Frota dos EUA, tinha a missão de patrulhar o Estreito de Formosa, com objetivo de prevenir que os chineses começassem uma outra guerra.
 
No ar, a 5ª Força Aérea da USAF, estava um pouco melhor preparada, mas com os cortes orçamentários, não realizava há muito tempo treinamento de bombardeio, tiro aéreo e de apoio aéreo aproximado, nem possuía capacidade operacional para atividades com qualquer tempo.
 
O que se seguiria, seria mais uma vez a demonstração de poder de fogo que os EUA poderia por a prova nos campos de batalha.
 
Truman aprova o envio imediato de reforços aéreas e navais para auxiliar os Sul-Coreanos. Contudo, logo se tornou claro que estas forças não seriam suficientes.   Mesmo tendo ainda apoio de tropas Inglesas, Australianas, Canadenses, Belgas, Colombianas, Turcas, Holandesas e Sul-afriacanas, somando um efetivo de 35 mil homens.
 
A fase inicial da guerra foi de triunfo para os norte-coreanos, que quase impeliram as forças das Nações Unidas (ONU) para o mar. A derrota esteve próxima. Inicialmente, as forças de ocupação eram as únicas unidades de terra e ar disponíveis ao General do Exército Douglas MacArthur.
 
 Mas a  principio, o Comando Americano incumbiu a Forca Aérea de sair na vanguarda da defesa. Os pilotos só tinham interceptadores a jato de pequeno raio de ação e sido treinados em operações defensivas de supressão dos meios aéreos inimigos (DCA – [defensive counterair]) – não tinham sido treinados na condução de operações de ataque ao solo.   
 
No chão a guerra mostrava-se exaustiva e longe de obter um desfecho rápido. As tropas Norte-Coreanas, a principio lutavam com material de inferior qualidade, apesar de serem constituídos na sua maioria por armamentos Soviéticos, mas ainda assim, inferior ao armamento americano. Já no potencial humano, suas tropas eram em numero superior, mas de qualidade duvidosa, já que se valiam apenas de seu fanatismo comunista e de ataques com Massas Humanas.
 
A maior parte da infantaria Americana chegaria a 10 de julho, com o 1º batalhão, 21º Regimento da infantaria, e a 24ª Divisão de infantaria.   Com eles chegaram a Bateria A do 52º batalhão da artilharia e a competente Força Tarefa Smith.  A força tarefa Smith engajou as tropas inimigas pela primeira vez no dia 5 de julho.    Em agosto, quase 85.000 soldados Americanos estão fixados no perímetro de Pusan.  Já em setembro de, essas mesmas tropas, se vêem sitiadas neste Perímetro.
 
 MacArthur executa uma manobra de envolvimento do flanco direito comunista por meio de um desembarque anfíbio em Inchon, precedido por bombardeio aéreo e naval.Os Marines seguiram em direção a Seul, defendia por 20 mil soldados Norte Coreanos, que resistiram bravamente ao intenso fogo de artilharia, e somente 7 dias de encarniçados combates, a cidade foi retomada.   Embora ele tivesse levado esta ação a efeito diante de uma atitude de dúvida da Junta de Chefes de Estado-Maior, teve um êxito brilhante. As forças Norte-Coreanas foram interceptadas e ficaram em um torno, entre o 8º Exército, procedente de Pusan, e o 10º Corpo-de-Exército, que impedia sua retirada, em uma investida na direção leste, desde Inchon e através de Seul. Aproveitando-se do ímpeto das operações, o Presidente Truman e as Nações Unidas mudaram os objetivos da simples restauração do Status quo para a reunificação da Coréia à força. Os soldados de MacArthur atacaram em direção norte, acreditando que tudo estaria terminado na época do Natal.  
 
No dia 20 de novembro a 7ª divisão de infantaria alcança a cidade costeira de Hyesan,  no rio Yalu.
 
 
Tropas americanas de prontidão na Coréia - 1951
 
 
No dia 23 de novembro as tropas americanas desfrutam de sua ultima boa refeição em Thanksgiving.  
 
Em 25 de Novembro, Peng Tehuai começa sua ofensiva principal despedaçando o 2º Corpo de infantaria Americana a oeste a 1ª Divisão dos Marines a leste. As tropas   Sul-coreanas, compostas por três divisões de infantaria desmoronam e são vaporizadas em uma única noite.
 
Em 26 de novembro, o exercito Norte Coreano já havia feito 150 mil prisioneiros das Nações Unidas em terras Norte Coreanas.
 
E assim a Guerra foi-se estendendo sem que a balança pendesse para o lado dos EUA mesmo com todo seu empenho para um fim rápido.
 
O General MacArthur explicou e condenou a estratégia de Guerra Limitada na Coréia   quando disse: "Nunca antes esteve esta nação empenhada em combate mortal com uma potência hostil sem objetivos militares e sem outra política senão as limitações que dirigem as operações ou, na verdade, sem reconhecer formalmente um estado de guerra.
 
Essas e outras declarações, não impediram de que ele fosse exonerado por Trumam, mesmo McArthur ainda desfrutando de grande prestigio dentro e fora das Forcas Armadas.
 
A China entra no conflito.
 
Em novembro de 1950, os exércitos chineses cruzaram o rio Yalu, com 5 divisões de Infantaria adentrando na Coréia, e impondo uma das mais humilhantes derrotas às forças que eram principalmente dos Estados Unidos em toda sua história militar. Foi uma ofensiva maciça cujo objetivo se localizava entre o 8º Exército, a oeste, e o 10º Corpo-de-Exército, a leste. Logo as forças da ONU encontraram-se em retirada desordenada, que não terminou até que estivessem ao sul do paralelo 38, a linha anterior à guerra. O General Ealton H. Walker, comandante do 8º Exército, morreu em um acidente próximo do Natal e o General Mattew B. Ridgway assumiu o comando e lançou a contra-ofensiva.
 
 
 
 Os comunistas o fizeram sem cobertura aérea. Houve rumores de que Stalin havia prometido que se os Chineses interviessem ele forneceria cobertura aérea a essa invasão. Contudo, no último minuto, ele se desdisse e limitou seu apoio à defesa antiaérea da fronteira chinesa com a Coréia.
 
Soldado chinês morto por Marines da 1a. Divisão dos Fuzileiros Navais dos EUA  durante ataque á Colina 105 em 1951.
 
O que mais preocupava os EUA, era de que a intervenção Chinesa em larga escala pudesse levar a uma Guerra Global.
 
Ainda em novembro, os Marines desembarcaram em Wosan, a Leste, e tentaram dominar a área dos reservatórios de Chosin, mas foram barrados pelo 13º Exercito Chinês e obrigados a realizarem uma retirada, perseguidos pelo inimigo que impôs a morte de 718 soldados e 3.508 feridos entre os Fuzileiros.
 
 A força aérea fez o que pode, por meio do fogo e de transporte de suprimentos, para apoiar os Fuzileiros e soldados que se retiravam. O 8º Exército deslocou-se por terra em direção à costa oeste, e o Décimo Corpo-de-Exército foi evacuado por mar, desde Hungnam, na costa leste. A superioridade aérea da ONU foi mantida durante a retirada. Em fevereiro de 1951, Seul caiu pela terceira vez e a linha que separava as forças da ONU e dos comunistas estabilizou-se bem ao sul do paralelo 38, mas significativamente acima do antigo perímetro de Pusan.
 
 A Guerra vista do Mar.
 
Felizmente, os Estados Unidos tinham o domínio do mar na área marítima que rodeava a península Coreana e, no que diz respeito a isso, em todo o Pacífico. Isso permitia o fluxo livre de reforços e de logística, bem como o uso extensivo do poder aéreo naval em apoio às operações aéreas e de superfície. Durante a Segunda Guerra, ainda recente na memória Americana, a U.S. Navy havia descoberto que não era saudável para seus navios aeródromos permanecerem muito tempo em um único lugar, devido às ameaças aéreas e submarinas do Japão. Durante a Guerra da Coréia, contudo, a superioridade Naval dos   EUA era tão grande que mesmo navios aeródromos de escolta eram capazes de permanecer em um mesmo lugar por longo período, sem serem incomodados.
 
A transição naval para jatos mal havia começado, e os conveses ainda continham muitas aeronaves movidas a hélice, que eram, por casualidade, bem adequadas para o papel de apoio aéro tático necessário nas condições da Guerra da Coréia, pois foi a partir desta Guerra, que veríamos o grande desenvolvimento dos aviões a jato. Os F4U Corsairs e os Skyraiders eram lançados próximo ao campo de batalha, podiam transportar grande carga de armamentos e eram capazes de sobrevoar o campo de batalha por muito mais tempo que os jatos. Eles foram muito importantes no apoio a forças terrestres – especialmente nesta fase inicial da guerra.
Muitas vezes a fantástica participação americana na Guerra da Coréia e lembrada mais pela USAF do que as outras forcas envolvidas mas a U.S. Navy se fez valer em muitas ocasiões, como a famosa evacuação pelo mar de Hungnanm o 10º corpo do exército dos Estados Unidos, elaborada e posta em pratica pelo USS St. Paul (CA 73), sustentado pelo grupo formado por embarcações anfíbias.
 
Em outubro o USS Pirate (AM 275) e o USS Pledge (AM 277), afundaram devido às minas bóias quando se aproximavam de Wonsan.
O USS Pirate (AM 275) afundado por uma mina em 12 de Outubro de 1950.
 
No dia 17 de novembro, nos portos de Hungnam, em Chinnampo, em Inchon, e em Kusan estavam liberados para o desembarque de tropas e suprimentos.
 
A Guerra nos Céus da Coréia.
 
Ela pode ser considerada a última Guerra Aérea antes dos modernos aviões de Caça, dado fato de ter como vetores, aviões de pouco avanço tecnológico, que seria visto nos céus do Vietnã alguns anos mais tarde.
 
O ponto fraco da Coréia do Norte era exatamente sua forca aérea. Embora seu efetivo tivesse sofrido uma expansão em tamanho, e fosse adequado para combater a aviação Sul-coreana.
 
A Forca aérea Norte Coreana possuía um efetivo composto por 1.700 homens, com apenas 76 pilotos, que haviam lutado ao lado dos Japoneses durante a segunda guerra mundial e ainda a maioria havia recebido treinamento na URSS.
 
Suas aeronaves constituídas por Il-10 Sturmovik, Pó-2 e Yak-18, Yak-9 e Yak-7, num total de 178 aviões, cedidos pela URSS para que tentassem fazer frente aos P-51 que haviam dentre as Forcas Sul-coreanas.
 
Mais tarde, a Coréia do Norte se veria munida dos rápidos Mig-15, e a cada vez mais presente artilharia anti aérea fizeram a balança pender um pouco para os Norte-coreanos, causando muitos problemas aos Aliados. Mas isso não duraria muito.
 
Com a chegada das primeiras levas de F-80 e F-86 Sabre, os combates aéreos começaram a ficar encarniçados.
 
 
 O F-86F Sabre da USAAF   ...   e seu grande inimigo nos céus da Coréia: um Mig-15 sendo abatido.
 
O primeiro combate entre Mig-15 e F-80 foi quando estes últimos pertencentes ao 25º Esquadrão próximo ao Rio Yalu. Mas por incrível que pareça, não houve abatidos, pois o único a conseguir colocar um Mig na sua mira, o Tenente Coronel Clure Smith, na hora de disparar, notou que suas metralhadoras estavam congeladas. Um fato curioso que levou o Estado Maior Americano a loucura!.
 
Alem da qualidade demonstrada pelo Mig-15 no conflito, muitas vezes suas surtidas davam resultados graças a pilotos Russos, que foram cedidos pela URSS para que os EUA não levassem tanta vantagem na superioridade aérea, mas isso era uma tarefa muito difícil, já que a USAF possui o famoso 4º Grupamento de Cacas, equipados com os F-86A, e composta por muitos experientes veteranos da Segunda Guerra Mundial.
 
Dentro do conflito, a USAF conseguiram produzir 40 ases. Somente o 51º Grupo produziu 12. Tendo na liderança do Ranking o Capitão Joseph McConnell com 16 aeronaves abatidas.
 
Não se pode esquecer, que os grupos de Bombardeiros, equipados com B-29, B-26 em suas arriscadas missões noturnas sob forte ação das AAA Norte-coreanas. Aqueles foram dias difíceis para ambas as forcas aéreas, que munidas de boa logística e um ótimo comando em terra, transformaram os céus da Coréia num espetáculo a parte.
 
 A primeira proposta de Cessar-fogo vem da URSS
 
Baseados em uma proposta de cessar-fogo da URSS, os lados beligerantes encontram-se na mesa de negociações. Embora a luta continuasse, cada lado só preparava ofensivas relativamente de pequena escala. O avanço nas negociações de paz encontram um grande número de pequenos pontos de discordância. Contudo, no final, foi a repatriação dos prisioneiros de guerra (PG) – forçando os soldados libertados a voltar a suas casas – que delongou um acordo por muitos meses. O Presidente  Syngman Rhee transformou isto em questão irrelevante quando libertou diversos milhares de prisioneiros  norte-coreanos, que desapareceram, em seguida, no panorama da Coréia do Sul.
 
Em 27 de julho de 1953 chega finalmente o Armistício do conflito.
 
O acordo proveniente  do armistício foi mais ou menos o que a ONU havia desejado desde o início: um Status Quo próximo ao centro da península Coreana. A guerra também tinha aumentado o prestígio da ONU, havia tornado a OTAN mais forte e havia mostrado aos soviéticos que havia limites para sua expansão sem guerras. Além disso, a Coréia do Norte havia se revelado uma grande potência, detendo os exércitos da ONU antes que eles alcançassem suas metas maiores.
 
O Piloto rebelde.
 
Uma das histórias interessantes do conflito tem a ver com o piloto de MiG  Norte Coreano No Kum-Sok. Em julho de 53, depois do armistício, o Ten No alegava ter ficado sabendo que estava sendo investigado por falta de confiabilidade política e preferiu voar com sua aeronave para a Coréia do Sul. Aterrissou em sentido contrário ao da pista em uso no Aeródromo de Kimpo e recebendo um prêmio de 100 mil dólares dos EUA por entregar um MiG-15 intacto.   O avião está no museu da Base Aérea Wright-Patterson e No viveu de maneira feliz, desde então, nos Estados Unidos, sob o nome de Kenneth Rowe.
 
O Tenente No provinha de uma família Cristã da Coréia do Norte e seu pai trabalhou na indústria elétrica, para os japoneses, durante o período entre guerras. Mentindo a respeito de seus ancestrais, ele contornou aquele tipo de relações pessoais que o governo comunista veria como uma grave deficiência e foi admitido à Academia Naval. Entretanto, a ONU havia praticamente destruído tanto a Marinha quanto a Força Aérea norte-coreana quando um número de aspirantes de Marinha foram testados e arrastados da Academia para serem treinados como pilotos de MiG. A despeito do alto índice de atrito, o Tenente No concluiu com êxito o treinamento e realizou mais de 100 missões de combate em seu MiG, contra probabilidades crescentemente contrárias. Segundo ele, a despeito de toda a vantagem em teto de serviço e razão de subida, o MiG era um equipamento de qualidade bastante inferior. Possuía um tipo de visor de qualidade inferior e não dispunha de radar nem de capacidade para permitir que o piloto usasse colete anti-G. Sua cauda em "T" bloqueava a visão do piloto nas regiões traseira e superior. Muitos de seus colegas não concluíram o treinamento; alguns foram executados por falta de "correção" política e outros "defeitos" aparentes em sua conduta.
 
Fontes :
 
"Ao Vivo no Campo de Batalha" – do Vietnã a Bagdá, 35 Anos em Zonas de Combate de Todo o Mundo. Peter Arnett.,  Rio de Janeiro: Rocco, 1994.
 
"Guerra nos Céus da Coréia" www.milavycorner.com
 
http://korea50.army.mil
 
http://www.rt66.com/~korteng/SmallArms/kwphotos.htm
        
 
*Nick de um membro do Clube dos Generais.

O Clube dos Generais é uma entidade voltada apenas e tão somente aos estudos dos fatos históricos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial e não fazemos, em nenhuma hipótese, apologia aos regimes e ideologias vigentes à época. Desta forma, as imagens aqui apresentadas que contenham símbolos nazistas ou outros foram incluídos apenas pelo seu valor histórico e como objeto de estudo e curiosidade, não constituindo crime nos termos da Lei No 7716/89 (que define os crimes resultantes de preconceito ou discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional)."

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