Clube dos Generais - Segunda Guerra Mundial e os Conflitos do Séc. XX
 Diga não ao Racismo!
 • Home • Quem Somos • Editorial • Estatuto • Contato • Estado Maior Links
 
Clube dos Generais
 Armamentos
· Aereo
· Naval
· Terrestre
· Outros
 Artigos
 Batalhas
· 1939
· 1940
· 1941
· 1942
· 1943
· 1944
· 1945
· Outras Batalhas
 Biografias
· Aliados
· Eixo
· Outros
 Brasil na Guerra
· 1º ELO
· FEB
· 1º GAC
 Dia D
· Defesas Alemãs
· Estratégia
· Invasão
· Ordens de Batalha
· Paris
· Preparação
· Progressos
 Especiais
· Napoleão
· Canadá na SGM
· Encontros
· A Arte de Strachwitz
 Galeria
· Fotos
· Mapas
· Posters
 Guerras do Séc. XX
· Guerra da Coréia
· Guerra das Falklands
 Membros
· Comandos Regionais
· Comendas
· Sistema de Patentes
· Panteão do CG
 Projeto Atena
Avisos Gerais

Contribuam com a página do CG. Escrevam artigos e enriqueçam seu conhecimento.

Novos Membros, leiam o Estatuto. É Obrigatório.

A Moderação do CG deseja muita saúde e sucesso aos aniversariantes do mês .
Estatísticas
Até o momento, recebemos
1498099
vizualizações de páginas (page views) desde Novembro de 2006
O pessoal da ELO voltou inteiro... (* Franklin Rodrigues)

O pessoal da ELO voltou inteiro...

 
“Uma história quase desconhecida: 1ª ELO na Campanha da Itália”
 
        Essa quase desconhecida unidade foi a 1ª Esquadrilha de Ligação e Observação. Foi criada por um Aviso do Ministério da Aeronáutica, em 20 de julho de 1944, embarcou junto com o 3º Escalão no General Meighs e foi extinta pelo Boletim Interno nº. 73-A da Artilharia Divisional do Exército em 14 de junho de 1945. Sendo que os aviadores e praças da Aeronáutica retornaram junto com o 1º Grupo de Aviação de Caça da FAB.
 
         Uma missão de guerra tinha a duração média de 1h55, onde tanto o piloto como o oficial observador que o acompanhavam, ficavam expostos ao fogo antiaéreo tedesco, além do perigo da formação de gelo no cone do difusor do carburador, o que poderia provocar a parada do motor.
 
        
    A ELO operou em vários campos, a maior parte em condições precárias. Nem por isso deixou de dar o melhor. A habilidade dos seus pilotos superava qualquer adversidade.
 
 
Fonte: “Com a 1ª ELO na Itália”
 
 
O Símbolo
 
         O responsável pelo distintivo foi o Capitão Fortunato Câmara de Oliveira, piloto do 1º GAV.
 
 
 
         A descrição desse distintivo é a seguinte:
 
         O oficial                                         o piloto
         O binóculo                                      o observador na sua constante vigília
         O canhão                                        a “Poderosa Artilharia”
         As asas                                          a Força Aérea Brasileira
         As nuvens brancas                           a paz, tão desejada
         O azul                                            a imensidão do céu
 
 
Fonte: “Com a 1ª ELO na Itália”
 
 
O Avião
 
Ficha Técnica
 
Fabricante
The Piper Aircraft Corp.
Modelo
L-4 Grasshoper
Entrada Serviço
1941
Produzidos
5.700
Motor
Um Continental A65 radial a pistão de 65 hp e quatro cilindros
Envergadura
11,31 m
Comprimento
7,47 m
Altura
2,03 m
Área da Asa
n/d
Peso Vazio
239 kg
Peso Máximo
411 kg
Tripulação
1
Armamento
Nenhum
Vel. Máxima
148 km/h
Vel. de Cruzeiro
n/d
Teto
3.658 m
Alcance
402 km
 
 
 
Em San Justo, Pisa, receberam os Pipers. Naturalmente cada piloto, junto com os companheiros observadores, pôs os nomes de sua preferência.
Havia o Grupo Escola, Brasil, Bandeirante, Santa Therezinha, Timbiras, Ceara, Diogo Júnior e Luly.
 
 
  
Pipers L4 do 1° ELO em ação na Itália.
 
 
 

Numeração dos Piper L-4H Grasshopper utilizados pela 1ª ELO

=> 79943 (c/n 12239) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3070 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3070.
 
=> 79967 (c/n 12263) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3075 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3075.
 
=> 79982 (c/n 12278) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3079 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3079.
 
=> 79987 (c/n 12283) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3077 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3077.
 
=> 79990 (c/n 12286) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3071 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3071.
 
=> 79993 (c/n 12289) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3076 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3076.
 
=> 79995 (c/n 12291) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3074 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3074.
 
=> 80007 (c/n 12303) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3073 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3073.
 
=> 80008 (c/n 12304) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3078 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3078.
 
=> 80009 (c/n 12305) usado na Italia em 1944/5 pelo 1a. Esquadrilha de Ligacão e Observacão.  Em definitivo para o Brasil ao final da Guerra, renumerado FAB-3072 e depois (cerca 1957) ganhou o novo n° serial L4-3072.
 
 
 
Fontes:
L-4H - Piper Cub do 1º Esquadrão de Localização e Observação.
(fonte: http://www.historia-da-fab.fly.to)
 
Os 10 Pipers L4-H da 1ª ELO.
Crédito: Acervo Geraldo Perdigão
 
Piper L4-H do subcomandante da 1ª ELO.
Crédito: Acervo Geraldo Perdigão
 
 
 
 
O Pessoal
 
Durante a Campanha da Itália ela esteve sobre o comando do General Oswaldo Cordeiro de Farias. O pessoal da FAB era composto por 10 oficiais aviadores, 1 intendente, 8 sargentos mecânicos de aviões, 2 sargentos de rádio, 8 soldados auxiliares de manutenção e 10 aeronaves Piper L-4H, na versão militar. O pessoal do Exercito era composto de 12 oficiais observadores aéreos, 1 cabo e 9 soldados de apoio. O Capitão Joaquim Victorino Portella Ferreira Alves cumpriu cerca de seis missões, quase 11 horas de observação aérea, mas não estava sob as ordens da 1ª ELO, apenas o avião era emprestado.
 
 
 
Pilotos da Força Aérea Brasileira
Nº de missões
1º Ten.-Av. João Torres Leite Soares
70
Asp.-Av. Francis Forsyte Fleming
70
2º Ten.-Av. Carlos Alberto Klotz
68
Asp.-Av. Luiz José Winter dos Santos
67
2º Ten.-Av. Darcy Pinto da Rocha Campos
66
2º Ten.-Av. Arnaldo Vissoto
64
Asp.-Av. Cornélio Lopes Cançado
61
2º Ten.-Av. Roberto Paulo Paranhos Taborda
60
Maj.-Av. João Affonso Fabrício Belloc
55
Asp.-Av. Chafik Bittar
54
Asp.-Av. Joel Clapp
48
Observadores do Exército Brasileiro
Nº de missões
Cap. Adhemar Gutierrez Ferreira
71
2º Ten. Ionio Portela Ferreira Alves
67
2º Ten. Walter de Oliveira
66
2º Ten. Cauby Eduardo Maia
66
1º Ten. Adalberto Villas Boas
66
2º Ten. Mario Dias
64
1º Ten. Jorge Augusto Vidal
62
1º Ten. Elber de Mello Henriques
62
1º Ten. Pedro Alberto de Souza Gomes Galvão
59
1º Ten. Oswaldo Mescollin
55
1º Ten. Raul Ribeiro Guimarães
16
Gen. Brig. Osvaldo Cordeiro de Farias
1
Cap. Joaquim Victorino Portella Ferreira Alves
6
Outros observadores brasileiros
Nº de missões
Asp.-Av. Francis Forsyte Fleming
1
Asp.-Av. Cornélio Lopes Cançado
1
Asp.-Av. Chafik Bittar
1
Rubem Braga (Correspondente de Guerra)
1
Asp.-Av. Luiz José Winter dos Santos
1
3S Mec.-Av. Roxael de Souza Pinto
1
Observadores do Exército Britânico
Nº de missões
1st Lt. K. O'Connor (Royal Artillery)
16
1st Lt. W. Bell
4
1st Lt. J. Williams (Royal Artillery)
1
Capt. A. Cadduby (Royal Artillery)
1
 
Sargentos e Praças da FAB
1S Q.RT.VO José Reis
3S Q.AV. Elidio Pereira
1S Q.RT.VO Sebastião Rubens Tecles
S1 Q.MR. Valdemar Bittencourt
3S Q.AV. Orfeu Bertelli
S1 Q.MR. José Gomes de Figueiredo
3S Q.AV. Roxael de Souza Pinto
S1 Q.MR. Herbert Emygdio Nogueira
3S Q.AV. Mário Vicente de Oliveira
S1 Q.MR. Jair Soares dos Santos
3S Q.AV. Vitor Zilber
S1 Q.MR. Rubens Rossi Machado
3S Q.AV. Ademétrio Dechatnek
S1 Q.MR. Antonio Pioli
3S Q.AV. Levi Alves Carneiro
S1 Q.MR. Fausto Vasques Villanova
3S Q.AV. Lirio Reis Santos
S1 Q.MR. Geraldo Perdigão
Cabos e Soldados do Exército Brasileiro
CB José Luiz Torres
SD Orlando Peixoto da Silva
SD Damião Rodrigues
SD Argemiro Bicudo de Almeida
SD Milton de Oliveira
SD Josuel Lopes de Oliveira
SD João Gomes de Andrade
SD Lourival Pinto do Nascimento
SD Alédio Magalhães
SD Manuel da Silveira
 
 
 
 
Medalha
 
Cruz de Aviação
 
Medalha destinada a missões de guerra, criada pelo Decreto-Lei nº 7.454, de 10 de abril de 1945, alterada pelo Decreto-Lei nº 8.901, de 24 de janeiro de 1946, e regulamentada pelo Decreto nº 20.497, de 24 de janeiro de 1946.
Essa distinção é oferecida aos membros das tripulações das aeronaves da FAB e de nações Aliadas que tenham desempenhado missões de guerra com eficiência.
Entre os Oficiais que realizaram missões de guerra na Itália como pilotos, a “Cruz de Aviação” com uma palma foi concedida a um Oficial-Aviador; a de três estrelas, a 13 Oficiais-Aviadores; a de duas estrelas, a sete Oficiais-Aviadores; a de uma estrela, a 21 Oficiais; e a simples, a 16 Oficiais-Aviadores, de acordo com o número de missões de guerra realizado.
 
Sentindo a necessidade de distinguir também os Oficiais-Aviadores que realizaram missões de patrulhamento contra submarinos no litoral brasileiro, durante a Segunda Guerra Mundial, o Governo instituiu a “Fita B” para a “Cruz de Aviação”, em 1947.
Assim, a distinção passou a ser usada com a “Fita A” ou “Fita B”, de acordo com a missão desempenhada: na Itália ou no litoral brasileiro.
 
A 'Cruz de Aviação - Fita A '              A 'Cruz de Aviação - Fita B '
As Cruzes de Aviação - Fita "A" (Esq.)  e Fita "B" (Dir.)
 
 
 

Um grande mistério

Durante minhas pesquisas em Almanaques do Exército (1960 e 1964) e na coleção “Historia Oral do Exército na Segunda Guerra Mundial” que os oficiais observadores fizeram jus a Cruz de Aviação “Fita A” e um deles a “Fita B”. Todos eles receberam a Medalha de Campanha da FEB, alguns deles receberam a Cruz de Combate de 2ª Classe, todos receberam a Medalha de Campanha da Itália(FAB) e todos os que completaram mais de 35 missões receberam a Air Medal(EUA), alguns também receberam a Bronze Star(EUA).

Os que ganharam a Cruz de Aviação “Fita A”:

1 – Capitão Adhemar Gutierres Ferreira (Subcomandante)

2 – 1º Tenente Walter de Oliveira

3 – 1º Tenente Adalberto Villas Boas

4 – 1º Tenente Jorge Augusto Vidal

5 – 1º Tenente Pedro Alberto de Souza Gomes Galvão

6 – 1º Tenente Oswaldo Mescollin

7 – 1º Tenente Raul Ribeiro Guimarães

8 – 1º Tenente Elber de Mello Henriques

9 – 2º Tenente Iônio Portela Ferreira Alves

10 – 2º Tenente Mario Dias

11 – Capitão Joaquim Victorino Portella Ferreira Alves

E o único condecorado com a Cruz de Aviação “Fita B”, não existe nenhum registro ou depoimento sobre esse motivo foi o 2º Tenente Cauby Eduardo Maia.
 

Finita guerra

O comando da Esquadrilha resolveu após a cessação das atividades, face à rendição alemã que, para manter ocupado o pessoal, evitando futuras dores de cabeça, seria dada a todos os oficiais observadores(artilheiros) instrução de pilotagem. Cada oficial da FAB seria instrutor do oficial observador com o qual voara durante a guerra.
 
 
 
 
 
 
Bibliografia:
  1. Lima, R. Moreira "Senta a Pua",  2ª Edição – Belo Horizonte/Rio de Janeiro: Itatiaia  e Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, 1989.
  2. Vilanova, F. Vasques "Com a 1ª ELO na Itália" – Rio de Janeiro: Instituto Histórico-Cultural da Aeronáutica, 1991.
  3. Motta, Aricildes de Moraes “Historia Oral do Exército na Segunda Guerra Mundial”, Rio de Janeiro: Bibliex, 2001.
Sites:
www.rudnei.cunha.nom.br
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
*Nick de um membro do Clube dos Generais.

O Clube dos Generais é uma entidade voltada apenas e tão somente aos estudos dos fatos históricos ocorridos durante a Segunda Guerra Mundial e não fazemos, em nenhuma hipótese, apologia aos regimes e ideologias vigentes à época. Desta forma, as imagens aqui apresentadas que contenham símbolos nazistas ou outros foram incluídos apenas pelo seu valor histórico e como objeto de estudo e curiosidade, não constituindo crime nos termos da Lei No 7716/89 (que define os crimes resultantes de preconceito ou discriminação de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional)."

Portal instalado e configurado por Alan Besen

Este site utiliza technologia PHP-NUKE e é usado sobre Licença GPL e desenvolvido por Francisco Burzi

Tempo para gerar esta página: 0.05 segundos

:: Baseado no Theme Army SkaidonDesigns :: Modificado por Alan Besen